

Somos seres relacionais
02/06 19:30
Sander A. Timm
Texto base: Gênesis 1.26.
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A natureza do Deus bíblico é essencialmente relacional!
O Cristianismo é a única religião monoteísta que crê num único e indivisível Deus que se manifesta como uma trindade de pessoas. O Deus cristão e bíblico não existe solitariamente, ele é sempre a comunhão das três divinas pessoas.
A trindade revela o caráter pessoal e relacional de Deus. O Deus triúno da graça, que se revela como um ser-em-comunhão, criou-nos à sua própria imagem para que possamos encontrar comunhão com Ele e com o próximo.
Biblicamente, descobrimos que os relacionamentos brotam de Deus, é na Trindade Divina que os encontramos:
“Façamos o homem a nossa imagem e semelhança” (Gn 1.26). Notamos uma reunião, fruto dá vontade da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo compartilham de uma comunhão única e intensa.
Criados a imagem e semelhança de Deus.
É nesta relação de amor, neste dar e receber, nesta eterna e perfeita comunhão que fomos criados conforme a imagem e semelhança do Deus triúno. Fomos criados para amar, para conviver em amizade e comunhão com o criador e toda a sua criação.
Deus viu que não era bom o homem viver sozinho!
Todavia, o Senhor viu que o homem necessitava se relacionar com alguém da mesma natureza, (Gn 2.18). O Senhor deu a Adão uma auxiliadora idônea para conviver e relacionar com ele, alguém que o ajudasse como se fosse a sua outra metade.
Relacionamento rompido.
A vida em harmonia com Deus é belíssima, longe dessa relação de comunhão com Deus, ela perde o seu referencial, é como um navio perdido em alto mar!
A queda do homem, quebrou o vínculo de relacionamento direto com Deus. Depois disso o homem tem sempre tentado viver longe dessa relação de comunhão com Deus, Adão e Eva (Gn 3.8).
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Jesus a expressão maior da reconciliação do homem.
Deus nos criou para que pudéssemos desenvolver uma relação de amor e cuidado, primeiramente com Ele e depois com as pessoas ao nosso redor.
Deus é um Deus relacional e pessoal e a maior prova disso está na Sua encarnação na pessoa do Filho.
Com a morte de Cristo na cruz do Calvário, Deus estava providenciando o retorno do homem a esse relacionamento. Jesus é a expressão maior da reconciliação de Deus com o homem.
O autor de Hebreus escreveu: “Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias pelo Filho”, (Hb 1.1).
Deus se permite ser reconhecido!
O Deus da Bíblia é tanto Criador como Sustentador de todas as coisas, Ele não está fechado num mosteiro nem altar (Sl 115.1-7). Deus se permite ser conhecido, esquadrinhado e assim relacionar-se com as suas criaturas.
Tentando olhar sob a perspectiva humana, não faz muito sentido pensarmos que, alguém de posição superior tenha a intenção de buscar aceitação daqueles que estão numa posição inferior a ele. Para nós, o comum é que o “inferior” busque a atenção do “superior”.
Mas quando vemos na Bíblia a maneira como Deus se relaciona com o homem, que Ele mesmo criou, percebemos exatamente esse movimento de Deus em direção ao homem.
Viver em comunhão com Deus é a melhor prerrogativa do ser humano.
Da criação à consumação, a história bíblica detalha o interesse de Deus no relacionamento com a humanidade, que em contrapartida podem desenvolver uns com os outros. Dentre os inúmeros tipos de relacionamento que o homem pode desfrutar a melhor prerrogativa é com Deus.
Não é Deus que necessita do homem, mas o homem que necessita de Deus!
Deus criou todas as coisas com o poder de sua palavra (Gn 1.3-25).
Mas, ao criar o homem, Ele o fez de maneira diferente: o Senhor foi tocando e dando forma ao barro, e após isso Ele próprio soprou em suas narinas o folego de vida.
Conclusão:
João 15.4: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim”.
Hoje a palavra “conexão” diz tudo no mundo virtual e no mundo das relações humanas: só se estivermos conectados em tal ferramenta é que poderemos acessar o conteúdo desejado. Da mesma forma, para continuarmos “acessados” a Deus, nós temos que estar conectados e unidos a Ele por meio de Cristo!
Estamos em Deus, mas o nosso coração está disponível; estamos em Deus, mas o nosso coração está On ou Off?
Entre o mundo real e virtual
09/06 19:30
Ps. Márcia Drews Ways
Texto base: “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”
João 1:14
Em Gênesis 1-2 narra-se de maneira magnífica a origem do universo, demarcando-o dentro da obra criadora de Deus.
É interessante descobrir como o autor, ao modo de um poema, vai convertendo em canto a obra de Deus desde o primeiro dia até o último, afirmando: “e Deus viu que era bom”.
Esses elementos da natureza vão sucedendo uns aos outros desde o mais simples até o mais complexo. Por isso aparecem primeiro as plantas, depois os animais, até aparecer finalmente o homem.
Este mundo de que fala a Sagrada Escritura é o mundo real, no qual nos movemos e existimos, no qual nos relacionamos com os demais, amamos, vivemos e morremos.
Há pouco menos de 10 anos atrás, era um tempo que não se perdia a vida com uma tela nas mãos. Vivíamos de fato no tempo em que podíamos chamar de “tempo da comunicação.”
As pessoas iam à Igreja para ouvir a pregação. Iam para Escola para ouvir o professor. Iam para um Bar conversar ao vivo com seus amigos. Namoravam presencialmente. Falavam com seus filhos presencialmente.
Hoje deixamos de viver no tempo da comunicação e viver no “tempo da ilusão”.
Ou também podemos dizer: no tempo do modo "On". As pessoas ficam ansiosas em lugares que não tem conexão. As pessoas ficam inquietas sem saber o porquê estão.
Elas querem conexão! Poderíamos até dizer que para alguns, esse mundo virtual é mais fascinante que a realidade.
“Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”, Bauman.
Por causa do mundo Virtual, deixam de viver o Mundo Real.
Ultimamente as redes sociais se tornaram essenciais na vida das pessoas.
O Facebook, Instagram e outras mídias sociais funcionam como um álbum e diário ao mesmo tempo, onde, cada um compartilha o que está pensando, sentindo, onde está e com quem está…
A psicologia tem chamado de: A era do exibicionismo digital!
E é nesse mundo que muitas pessoas, na necessidade de serem percebidas e reconhecidas, na busca pelo sentido de vida, mergulham num mundo recheado de futilidades e dominado pelo sistema de mercado criando para si um mundo ideal, uma realidade, uma história que na maioria das vezes não condiz com sua realidade.
Todos parecem perfeitos nas redes sociais onde só postam o que lhes interessa. Com isso, a maioria pensa que a vida do outro que é interessante!
O outro que é feliz…(mito da grama mais verde no mundo virtual)
O problema é quando a pessoa cria uma ilusão e perde o interesse na vida real, com isso passa a ser mais importante parecer estar feliz do que realmente ser feliz!
É claro que a tecnologia e mídias de comunicação tem suas relevâncias e contribuições.
Mas será que o uso desmedido desse recurso não está nos tornando insensíveis, falsos, viciados, promíscuos?
Será que não estamos navegando em águas sombrias e perigosas? E os nossos filhos?
O excesso de informação está alterando nosso cérebro, a nossa maneira de pensar e agir. Antigamente ficávamos horas conversando ou ouvindo alguém, uma palestra, uma pregação, uma proza.
Mas hoje estamos tão acostumados a múltipla comunicação, fácil e rápida na palma de nossas mãos, que já não conseguimos mais ouvir com atenção o outro. Não conseguimos se quer olhar olhos nos olhos.
A mensagem subliminar parece ser, o tempo inteiro, “seja breve, seja breve, não tenho muito tempo para perder.” E, claro que vamos introjetando esse modelo mental e em pouco tempo estamos reproduzindo em nossas relações afetivas, de trabalho, de amizade, no nosso modo de agir a mesma mensagem.
Ao mesmo tempo que o mundo virtual amplia o nosso horizonte de relações, ele também faz com que as vivamos de maneira superficial, tanto no mundo virtual quanto real.
Nos interessa mais estamos antenados com aquilo que é virtual, do que aquilo que real. Você está por dentro de tudo o que rolou no mundo virtual, mas não tem ideia do que pode estar se passando com as pessoas que fazem parte do seu vínculo real.
Perdendo nossa conectividade
23/06 09:30
Rogério Alexandrino
Texto base: Eclesiastes 6.1-12.
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Toda necessidade do ser-humano é suprida em Deus nosso criador e na relação com o outro, haja vista que somos todos parte integrante do mesmo corpo (corpo de cristo).
Então qualquer falta de relacionamento da nossa com o nosso criador e com as partes do corpo de Cristo gera uma deficiência e vazio do ser, vázio existencial.
Com isso nos aderimos como parte de nós, como habito diário, com certas prioridades a coisas que tem nomes conhecidos como:
> Instagran
> Snapchat
Conexão!!!! Estamos conectados para satisfazer a insatisfação da alma, a alma tem fome e damos a ela coisas que geram mais fome, e uma gula de existir sem sentido de vida.
Vocês devem estar se perguntando se eu estou fazendo apologia a uma vida totalmente fora das redes sociais, uma vida totalmente desconectada.
Não! Claro que não! O convite é para uma reflexão consciente que nos leve para uma vida desequilibrada no que tange a nossa presença na virtualidade. Como o Tema Sugere
ON ou OFF? – o convite é para mais OFF
Como o sub-tema Sugere Perdendo nossa conectividade – o convite é para uma vida mais desconectada.
Uma vez desconectados o que faremos: (menos virtualidade, menos mundo sintético).
Não seremos o homem de Eclesiastes 6 – Que teve acesso a tudo, viveu todos os prazeres, e distrações que a internet pode dar (estou trazendo esse homem para o nosso século).
Que perdeu tempo – e mesmo que vivesse por dois mil anos teria uma vida mais insignificante do que um feto que nasceu e morreu sem ver a luz.
Existe uma pequisa onde o Brasil está em 3 lugar no ranking de maior acesso à redes sociais no mundo, só perde para: Tailândia e Filipinas.
O Brasileiro fica em média 9:14 minutos
do seu dia conectado as redes sociais (fazer a conta) Os pais estão terceirizando a criação e relação com os filhos através da internet.
Não seja como aquele homem de Eclesiastes 6 – invista tempo de qualidade em nossos filhos, e vamos nós ensinarmos qual é o caminho que se deve andar.
Seriámos capazes de deixar nossos filhos fazer uma viagem sem monitoramento?
Vamos incentivar nossos filhos a ter habitos saudáveis, como ler livros por exemplo, praticar esportes, fazer amizades reais.
Trocamos relações de amizade verdadeiras por centenas de amigos que se quer sabemos o sobrenome – Cultive suas relações de amizade, Jesus chorou com a morte do seu amigo porque era amizade real, e não virtual...
Uma pesquisa recente nos estados unidos encomendada por um grupo de psicólogos conclui que 20% dos divórcios acontecem por causa das redes sociais.
Quanto tempo faz que não sentimos os 36 graus do nosso parceiro.
Permaneça OFF no seu relacionamento pra ter um amor ON.
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